Talvez um dia, em que eu não esteja presente, tu possas me procurar nos lugares mais estranhos e bizarros que conheças. Talvez um dia vás à grande cidade procurar-me e regressar, no final do dia, desiludido por não saberes quais são os meus refúgios e por te sentires perdido nos imensos recantos que as ruelas escondem. A verdade é que nunca me perguntaste nem nunca soubeste onde me escondo e, se eu fugisse, tu não saberias percorrer o mesmo caminho que eu percorrera minutos antes. Por isso, por agora, eu fico. Fico mais um bocado para que possas conhecer os sítios estranhos e bizarros, para onde gosto de fugir e ficar a ouvir os sons mecânicos da cidade. Fico mais um bocado, apenas por ti.