Estavas deitado no sofá, cansado a ver um filme qualquer que passava e eu estava sentada  a olhar-te, até que me puxaste suavemente para acabar com aquela pequena distância. Deitei o meu corpo franzino sobre o teu e tu puseste delicadamente os teus braços à volta do meu corpo, abraçando-me para não me deixares fugir. Sentia as tuas mãos a percorrer as minhas costas. Sentia-me protegida. A minha cabeça estava deitada sobre o teu peito e conseguia ouvir o teu coração a bater depressa. Deixamo-nos ficar assim o resto do tempo, entre pequenos e longos beijos, carinhos e beijinhos na testa. Mimaste-me tanto que me custou imenso deixar-te ir de novo para a escola. Mas sei que iremos ter mais momentos assim, nossos, longe de tudo. Eu amo-te e até te conhecer acho que nunca soube verdadeiramente o significado dessa palavra.