Beijaste-me a testa. Vais descendo, beijando-me o nariz, a boca, a bochecha, o queixo, o pescoço, ... Eu deixo-me permanecer deitada de olhos fechados. Acabo por sorrir e, ao abrir os olhos, vejo-te a observar-me com aquele teu olhar docemente petrificante que me deixa a ofegar e com o coração fora da órbita. Abraçaste-me e deitaste-te bem a meu lado. Conseguia sentir o pulsar furtivo nas artérias do teu braço que me cobria e no teu peito encostado a mim. Deixaste-te ficar assim, junto a mim, e ficamos os dois imóveis, apenas amando, apenas sentindo.