Passeio lado a lado contigo. As nossas mãos encontram-se entrelaçadas num perfeito encaixe. Lembro-me de repente que, apesar de já ter passado um ano, tu nunca me pediste para namorar contigo. Nunca houve um pedido oficial. O porquê não sei, mas connosco tudo sempre funcionou muito espontaneamente. Entre nós as coisas sempre fluíram como se nada fosse. Tu disseste que nunca foi necessário tal pedido. É verdade, e ambos sabemos disso meu amor. Paro em frente a ti e olho-te nos olhos. Tu sabes sempre o que quero que digas, basta-te apenas ler o meu olhar como se de algo natural e fácil se tratasse. «Queres namorar comigo?», dizes-me sem desviar o olhar, derretendo-me por completo. Mas ambos não contivemos o riso naquele momento. Era uma pergunta tão estranha que não nos fazia sentido. Dei-te um beijo e pus os meus braços em redor do teu pescoço. «Eu amo-te». Tu sorriste, enquanto me tinhas nos teus braços. Não precisamos destas coisas, temo-nos um ao outro. Chega.