Tu entraste na minha vida quando alguém muito importante para mim saiu. Estava num buraco escuro, muito abatida e não tinha motivos que me fizessem sorrir. Desiludiram-me tanto. Mas tu foste entrando aos poucos, suavemente. Confiei em ti. Também tu tinhas sido desiludido por ela. Ela deixou-te ficar mal e eu dizia que ela não te merecia pelo que fez. Falavas comigo. Começamos a partilhar tudo, a ficar mais próximos e já não conseguia passar um dia sem falar contigo. Queria ser a rapariga que te merecesse. Sonhava em fazer-te sorrir e que olhasses com outros olhos. Mas não me achava boa o suficiente para ti e ainda hoje pergunto o que viste em mim, meu amor. Começaram a perguntar se namoravamos. Eu corava. "Não, somos apenas bons amigos". Contava-te estes episódios e dizias que contigo também se passava o mesmo! Coravas. Eras tímido e envergonhado. Andava a arranjar coragem para te enfrentar. Queria saber a verdade e quando te perguntei numa simples mensagem o que sentias, se gostavas de mim, tu respondeste "sim, comecei a gostar de ti." Tremia por todos os cantos. O meu coração batia e quase que me saia do peito. Queria te beijar naquele mesmo momento. "Sentes o mesmo por mim ?". Agarrei a almofada que se encontrava a meu lado no sofá, abracei-a, encostei a minha cabeça aos meus joelhos e comecei a sorrir, abafando a minha alegria no amontoado de algodão! "ainda é cedo para ter a certeza absoluta mas ... eu gosto de ti!". Quis arriscar contigo e a minha certeza cresceu até não haver mais dúvida. Agora passaram-se 7 meses. Tenho orgulho em te ter como namorado e contínuo a não conseguir passar um dia sem falar contigo.